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Você sabia que existe um tipo de abraço perfeito para acalmar bebês?

Apesar de não haver fórmula mágica, pesquisadores japoneses descobriram que, quando se trata de abraço, existe sim uma melhor maneira de fazê-lo para tranquilizar a criança.

Por Palmir Cleverson Franco 17/06/2020 às 16:05:56

Na hora de acalmar o bebê, cada família tem a sua própria estratégia: há quem goste de cantar para o pequeno, quem prefira embalar no colo até que ele pare de chorar e quem invista em um abraço bem gostoso… Apesar de não haver fórmula mágica, pesquisadores japoneses descobriram que, quando se trata de abraço, existe sim uma melhor maneira de fazê-lo para tranquilizar a criança.

O estudo, conduzido pela Universidade de Toho, em Tóquio, e publicado no jornal Cell, analisou a reação de vários bebês quando abraçados de diferentes formas. Para isso, o experimento foi dividido em três grupos (um com a criança e sua mãe; outro com a criança e seu pai; e um último com mulheres desconhecidas segurando o baixinho).

Cada um deles deveria abraçar o pequeno durante 20 segundos – primeiro com uma pressão moderada e depois um abraço mais apertado – enquanto eram monitorados com sensores de pressão nas mãos, para que os cientistas conseguissem medir a intensidade do gesto.

Depois de comparar as amostras, os responsáveis pela pesquisa concluíram que os bebês ficavam mais calmos com abraços de média intensidade do que quando eram simplesmente segurados no colo. Ainda segundo eles, o ideal é que o abraço dure entre 20 e 30 segundos.

Para chegar nos resultados, os investigadores analisaram tanto os batimentos cardíacos do bebê – considerando que, quanto maior o intervalo das batidas, mais calma está a pessoa – quanto os movimentos que ele fazia com a cabeça (neste caso, quanto menos se movimentasse, mais tranquilo estava, de acordo com a pesquisa).

E não só os pequenos eram beneficiados com o gesto, viu? Segundo a publicação, os pais demonstravam sinais expressivos de calma quando abraçavam os seus filhos. O fato pode ter relação com a ação de um hormônio chamado ocitocina, que é liberado no corpo em momentos de forte contato físico, mas os japoneses admitiram que o tempo do estudo não foi suficiente para chegar a uma contribuição sobre o tema.

Fonte: Bebe.com

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