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Romancistas lançam Namida Taiko, obra de ficção sobre os costumes de uma colônia japonesa

Por Palmir Cleverson Franco em 21/02/2020 às 17:40:37
Taiko é um instrumento japonês de percussão, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do músico para que o som fique harmonioso

Taiko é um instrumento japonês de percussão, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do músico para que o som fique harmonioso

Namida Taiko, nova obra da dupla de romancistas Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa,conta a história de quatro personagens, que disfarçados de agricultores, se transformam em protagonistas de um enredo cheio de aventura, drama, amor e fantasia. A obra ser lançada, no dia 29 de fevereiro, às 18h, na Nikkei – Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba, com sessão de autógrafos e apresentação do Wakaba Taiko, Grupo de Taiko (tambores japoneses).

O livro é uma obra de ficção inspirada na geada de 1975, onde foi devastada – em apenas uma noite –, plantações de café em colônias no Norte do Paraná. A geada dizimou os cafezais, ocasionando grave crise financeira. Os elementos de ficção compõem a obra para deixá-la mais suave e bem-humorada para contar sobre os costumes e a maneira de viver dos colonos, conta

Os autores durante o processo de escrita passaram a frequentar eventos da comunidade japonesa Nikkei, o que colaborou para estudo e pesquisa de campo, outra parte veio da memória afetiva do Franccis.  De início foi difícil imaginar que pudesse surgir uma aventura, um romance, algo mirabolante que pudesse dar sustentação à narrativa, sem ofender ou incomodar os ex-moradores e moradores da colônia, relatam.

Sobre o título do livro, os autores explicam: Taiko é um instrumento japonês de percusso, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do músico para que o som fique harmonioso. No livro ele é transformado num elo entre o casal principal da história, que consegue se comunicar por telepatia e sentir um ao outro quando escutam suas batidas. Namida quer dizer lágrima.

Pela união das duas palavras já dá para ter uma ideia do romance, uma história recheada de bom humor, drama, amor e dor, em que o taiko deixa de ser apenas um simples instrumento de percussão. É uma trama complexa baseada em honra e disciplina, que conta a saga de uma jovem lutando para conquistar seu sonho até as últimas consequências, explica Franccis.

Este já é o terceiro livro escrito pela dupla Helena e Franccis, ambos acadêmicos da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia. A parceria começou com o lançamento em 2017 com o livro escrito em prosa Ajoelhar Jamais (Editora Appris) e o segundo foi Os Velhacos (Editora Insight), romance em que famílias lutam pelo poder e agora Namia Taiko. Enquanto Helena empresta um pouco de lirismo, Franccis gosta de apresentar momentos histórica sob a roupagem da ficção.

Sobre o grupo Wakaba Taikô – Fundado em 2003, atualmente o Wakaba Taiko conta com aproximadamente 60 tocadores. É relevante a quantidade de pessoas, descendentes e não descendentes de japoneses, que têm interesse em aprender e se envolver com a cultura japonesa, através do taikô. O grupo pretende por meio desse instrumento tradicional, preservar e dar continuidade à cultura japonesa, transpassando os valores e costumes. O grupo coleciona inúmeros prêmios nacionais e internacionais, com destaque para a conquista, em 2018, de Campeão Brasileiro de Taikô  na categoria master com a música KAKEHASHI.

Serviço:
Lançamento do livro Namida Taiko e apresentação do grupo Wakaba Taiko
Autores: Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa
Editora: Insight Ano: 2019
Local:  Nikkei -Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba (Rua Pe. Júlio Saavedra, 598)
Dia:  29/02 Horário: às 18h

Fonte: Cultura 930

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