Artesã Catarina Guató tem trabalho reconhecido pela Câmara Municipal através do vereador Marcos Tabosa

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O artesanato do povo indígena Guató de Mato Grosso do Sul, através de uma de suas filhas, a artesã Catarina Guató, recebeu por indicação do vereador Marcos Tabosa (PDT) o troféu “Domingos Veríssimo Marcos”, na sessão realizada pela Câmara Municipal de Campo Grande, na noite do dia 19, quando foi celebrado o Dia dos Povos Originários. Foram homenageadas ainda pessoas que trabalham na luta pela defesa dos povos indígenas no município.

Domingos Veríssimo Marcos foi um grande líder indígena Terena, falecido em abril de 2005 que lutou bravamente pelos direitos indígenas em Mato Grosso do Sul e por todo o Brasil, mesmo ainda aos 80 anos de idade, lutava heroicamente contra um câncer, com a mesma bravura como sempre lutou e defendeu os direitos fundamentais de seu povo pelo direito à terra, autodeterminação, cultura e, pelo direito à educação bilingue, em nossa sociedade nacional.

A honrosa comenda foi instituída no âmbito da Casa de Leis por meio do Decreto Legislativo n° 949/06, e alterado em 2021, já que inicialmente tratava-se de uma homenagem em comemoração ao “Dia do Índio”, e não ao “Dia dos Povos Originários”. Somente em Campo Grande, capital do Estado, existem mais de 23 comunidades e uma população estimada em mais de 9000 indígenas declarados, o que faz da cidade uma terra que abriga inúmeras etnias e povos que vivem harmonicamente na construção de uma grande metrópole.

Para o vereador Marcos Tabosa, autor da comenda para a artesã Catarina Guató, o reconhecimento é fruto de uma luta histórica da resistência que esse povo vive há praticamente 524 anos. “Mais do que conceder uma homenagem, nosso trabalho no parlamento é valorizar e manter vivas as tradições dos povos originários que ajudaram na formação da nossa gente e nos transformaram na sociedade que somos atualmente”, disse o vereador Tabosa, reafirmando seu compromisso enquanto vereador de proporcionar maior visibilidade as lideranças indígenas, trazendo a tona toda a problemática que eles vivem na sociedade e assim buscar caminhos pacíficos para soluções emblemáticas.

QUEM É CATARINA GUATÓ

Catarina Guató tem 73 anos e é uma das moradoras mais antigas da comunidade do Barra do São Lourenço, localizada no município de Corumbá.

Filha de mãe cuiabana e pai indígena, na juventude, quando morava em uma aldeia guató, aprendeu a produzir artesanato com uma anciã.

É a responsável por transmitir o conhecimento das técnicas para elaboração de artesanatos feito com a fibra de aguapé (Elchornia crassipes), também conhecido por camalote.

Trata-se de vegetação aquática, encontrada em abundância no Pantanal, que possibilita a produção de tapetes, bolsas, chapéus e outros acessórios, além de alimentos, que agregam renda às famílias locais.

Catarina Guató é uma mulher canoeira, artesã, que vem com muitas dificuldades na trajetória compartilhando sabedorias ancestrais realizando oficinas e encontros que valorizam o artesanato de fibras de aguapé de sabedoria Guató. Remando na canoa dos Guató, Catarina leva o conhecimento de seus antepassados em fóruns, feiras e oficinas.

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