Carros japoneses que fracassaram no Brasil: veja 7 modelos

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Carros japoneses que fracassaram no Brasil: veja 7 modelos

Graças, principalmente, à fama de robustez, carros japoneses são sinônimo de sucesso no mercado, certo? Bem, nem sempre… Embora muitos modelos nipônicos tenham realmente alcançado grande aceitação, existem também exemplos de fracasso.

Alguns podem dizer que esses casos são exceções que confirmam a regra, e talvez até seja verdade. De qualquer modo, o fato é que os insucessos existiram, e em número suficiente para formar um listão! Esse é justamente o tema de hoje: 7 carros japoneses que fracassaram comercialmente no Brasil. Relembre todos eles!

7 carros japoneses que fracassaram no Brasil

1. Nissan Xterra

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Inspirado em uma caixa de ferramentas, design do Nissan XTerra parece não ter agradado ao consumidor brasileiro


É verdade que, em função do porte e do preço elevado, o Xterra não poderia ter um volume de vendas extremamente elevado. Mas a Nissan acreditou que o SUV teria aceitação suficiente para encarar Toyota Hilux SW4, Mitsubishi Pajero e Chevrolet Blazer. Tanto que investiu na nacionalização do modelo, no complexo industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR).

Não que faltassem atributos técnicos ao Xterra, mas o mercado não o recebeu bem. Talvez tenha sido porque os concorrentes já estivessem estabelecidos, ou porque o design, inspirado em uma caixa de ferramentas, fosse ousado demais.

A meta da Nissan era emplacar 2.400 unidades por ano, mas entre 2003 e 2008, apenas 8.143 unidades foram comercializadas. Por esse motivo, o SUV está entre os carros japoneses fracassados no Brasil.

2. Mitsubishi Galant

carros japoneses: mitsubishi galant sedan prata de frente
Ao contrário dos rivais Honda Accord e Toyota Camry, o Mitsubishi Galant durou pouco no Brasil

O ano era 1998: a Mitsubishi lançava a oitava geração do Galant no Brasil, afirmando que pretendia concorrer com Audi A4 e BMW Série 3. Pretensões à parte, é preciso admitir que o sedã impressionava para a época, com design imponente e até opção de motor V6 2.5 de 163 cv. Nada disso foi capaz, entretanto, de atrair a clientela dos rivais alemães.

Em defesa do Galant, pode-se dizer que sedãs grandes de outros fabricantes asiáticos também tiveram vendas discretas no Brasil. Sim, mas não se pode esquecer que Honda Accord e Toyota Camry conseguiram fidelizar uma clientela, ainda que pequena. Tanto que ambos têm lotes importados para o Brasil de tempos em tempos.

Por sua vez, o Galant teve carreira curta por aqui: as importações oficiais cessaram em 2003. A Souza Ramos, representante da Mitsubishi no país, sequer trouxe a geração seguinte, apresentada mundialmente naquele mesmo ano.

3. Toyota Corolla

toyota corolla 1997
A grade dianteira deste Toyota Corolla foi associada a um ralador de queijo

Sim, temos um Toyota Corolla na lista! Porém, que fique claro: a menção refere-se unicamente à safra importada entre 1997 e 1998. Trata-se da linhagem mais controvertida do modelo, devido ao visual exótico, com grade dianteira e faróis ovalados. Devido ao aspecto, a tomada de ar logo foi comparada pelos brasileiros a um ralador de queijo.

Foi com esse design que a oitava geração do sedã desembarcou no Brasil. A Toyota aplica no Corolla elementos de design próprios para cada região onde ele é comercializado. Tal estratégia, inclusive, é utilizada até hoje. O mercado europeu recebia um estilo mais arredondado e original. Alguém na cúpula da empresa achou que essa identidade agradaria ao público brasileiro… E errou feio!

Ao se ver com um produto ridicularizado e com vendas pífias, a Toyota agiu rapidamente. No ato da nacionalização do Corolla, em 1998, o fabricante aproveitou para aplicar-lhe uma reestilização precoce. A dianteira ganhou, então, um aspecto sóbrio, igual à adotada no país de origem. Contudo, a permanência breve no mercado não livrou essa linhagem do sedã de figurar entre os carros japoneses fracassados.

4. Subaru Alcyone SVX

carros japoneses: subaru alcyone svx coupe frente
Criadas por Giorgetto Giugiaro, as linhas do Subaru SVX eram muito futuristas nos anos 90

Há de se convir que, no Brasil, a Subaru é marca de nicho. Ainda assim, cativou um grupo de consumidores. Pequeno, mas entusiasta, esse público não abre mão da boa dirigibilidade proporcionada pela tração integral e pelos motores do tipo boxer.

Existe, porém, um rejeitado entre os carros japoneses da marca: o Alcyone, que por aqui foi chamado apenas de SVX. Em 1992, o esportivo desembarcou no país, mas pouquíssimas pessoas o adquiriram: estimativas apontam que aproximadamente 60 unidades ganharam as ruas.

Ao contrário do que aconteceu com outros esportivos nipônicos daquele período, o SVX passou praticamente despercebido pelos consumidores. Apesar do design assinado por Giorgetto Giugiaro, do motor 3.3 V6 de 230 cv e da tração integral, no mundo todo o cupê teve vendas bem abaixo das expectativas. Ironicamente, devido à raridade, ele já foi alçado ao patamar de colecionável.

5. Suzuki Wagon R+

carros japoneses: suzuki wagon r
Wagon R+ é, provavelmente, o produto mais obscuro importado pela Suzuki

Você nunca viu um Wagon R+ pessoalmente? Nem mesmo havia ouvido falar dele? Então, já deve ter entendido o motivo pelo qual ele está na lista de carros japoneses rejeitados. Meio hatch, meio monovolume, com porte compacto e motor 1.0, o carrinho teve uma passagem meteórica pelo país.

O Wagon R+ começou a ser vendido no Brasil em 1999. Para o azar da Suzuki, aquele ano foi particularmente difícil para os importados, devido a uma desvalorização histórica do Real.  Veículos estrangeiros com proposta mais popular foram os mais afetados.

Para completar, o Wagon R+ passou longe de ser cobiçado pelo consumidor. O culpado, claro, é o design com linhas retas. Utilitária, essa solução permite ótimo aproveitamento de espaço, mas passa longe de ser encantadora. No Brasil, o modelo não chegou sequer à virada do século.

6. Linha de carros japoneses da Mazda

mazda 626 sedan frente
Entre os modelos da Mazda trazidos para o Brasil durante os anos 90 está o luxuoso 626

Pode escolher qualquer carro da Mazda que tenha sido comercializado no mercado brasileiro e colocá-lo no sexto lugar do listão. Independentemente do modelo, ele está ligado a um estigma de fracasso por aqui. Afinal, esses produtos são testemunhas do encerramento das atividades locais da marca.

Que fique claro: os carros da Mazda têm renome internacional e impressionaram bastante quando desembarcaram por aqui, no início da década de 90. Os esportivos, em especial, como o RX7 e seu espantoso motor Wankel, o carismático MX5 e até o acessível MX3 logo tornaram-se sonhos de consumo da época.

O caso é que a Mazda não conseguiu se firmar por aqui. No máximo, obteve alguns resultados mornos com os sedãs 626 e Protegé. A saga iniciada em 1990 chegou a um fim precoce em 1999, quando a Mesbla, importadora da marca, declarou falência, deixando os proprietários sem peças e assistência. Desde então, o fabricante não demonstrou interesse em voltar ao país, seja por conta própria ou via representante.

7. Linha de carros japoneses da Daihatsu

carros japoneses: daihatsu feroza vermelho frente
Daihatsu Feroza conquistou alguns adeptos do off-road; jipinho foi substituído pelo Terios, que também chegou ao país


No Brasil, muita gente sequer conhece a Daihatsu. Entre os que a reconhecem, há quem pense tratar-se de um fabricante sul-coreano. Ledo engano: legitimamente nipônica, a fabricante é sediada em Osaka. Mas a nacionalidade não foi capaz de fazer com que os consumidores brasileiros se empolgassem com ela.

Assim como a Mazda, também a Daihatsu fracassou no mercado brasileiro e abandonou o país. Por aqui, entre 1994 e 1999, foram vendidos compactos Cuore e Charade, o sedã Applause e os jipinhos Feroza e Terios. Os dois últimos, vale citar, conseguiram admiradores graças ao bom sistema de tração 4×4.

No mesmo ano em que saiu do Brasil, a Daihatsu passou a ser controlada pela Toyota, que adquiriu 51% de suas ações. Como as duas marcas atuam em segmentos diferentes – a primeira é especializada em carros subcompactos, chamados pelos japoneses de Kei, enquanto a segunda é generalista – executivos do grupo já declararam pensar em vender ambas por aqui, embora nada indique que esse plano esteja sendo colocado em prática.

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