Dia Nacional da Imigração Japonesa celebra as influências da cultura nipônica no Brasil há 112 anos

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Dia Nacional da Imigração Japonesa celebra as influências da cultura nipônica no Brasil há 112 anos

O dia 18 de junho de 1908 marca a chegada no porto de Santos do navio Kasato Maru. A embarcação, vinda do porto de Kobe, em uma viagem de mais de 50 dias, trouxe 165 famílias que vieram para trabalhar nos cafezais, outros na exploração de borracha na Amazônia ou nas plantações de pimenta no Pará, que eles próprios trouxeram.

Nos primeiros sete anos de imigração japonesa, chegaram ao Brasil 3.434 famílias, ou seja, quase 15 mil pessoas. Entre 1917 e 1940, foram mais 164 mil japoneses, dos quais 75% para o estado de São Paulo. A colônia japonesa também tem forte presença nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará. Além das plantações de café, a comunidade buscava trabalho no cultivo de morango, chá e arroz.

Hoje, no Brasil vivem mais de 2 milhões de japoneses e descendentes, o que representa a maior comunidade nikkei fora do Japão do mundo.

Para homenagear a data, a Editora Unesp destaca, entre os títulos de seu catálogo, livros relacionados ao assunto.

Retratos japoneses

Autor: Donald Richie | 251 páginas | R$ 48,00

O norte-americano Donald Richie (1924 – 2013) foi considerado um dos maiores especialistas em cinema e cultura japoneses. Aqui ele utiliza seu vasto conhecimento para traçar o perfil não só de personalidades, mas também de pessoas comuns do Japão; de gente ligada à sétima arte, como os diretores Akira Kurosawa, Yasujiro Ozu e Nagisa Oshima, ou o ator Toshiro Mifune, mas também de Sada Abe, mulher que estrangulou e emasculou o amante, servindo de inspiração para o filme O Império dos Sentidos. Há ainda o grande mestre zen Daisetz Suzuki e escritores, como o Prêmio Nobel de Literatura Yasunari Kawabata e Yukio Mishima, entre muitos outros que, “com suas qualidades e idiossincrasias”, como escreve a tradutora e também estudiosa de cinema Lúcia Nagib, “constróem o retrato do Japão”.

A construção de uma identidade inacabada

Autor: Marcelo Alario Ennes | 168 páginas | R$ 42,00

Busca compreender a presença japonesa em Pereira Barreto, município localizado na região Noroeste paulista, a partir de suas relações com os não japoneses. O estudo mostra que o limite entre ser ou não nipo-brasileiro é extremamente mutável. O diálogo entre as duas culturas envolve um mundo de relações simbólicas e práticas em constante mutação, que tem a sua origem na implantação de uma colônia japonesa na região, em 1920.

A invenção da brasilidade: Identidade nacional, etnicidade e políticas de imigração

Autor: Jeffrey Lesser | 296 páginas |R$ 65,00

A invenção da brasilidade propõe uma abordagem inovadora na historiografia sobre os estudos imigratórios no Brasil. Utilizando as metodologias da pesquisa histórica e da etnografia antropológica, Jeffrey Lesser recorre ao passado para olhar e entender o presente e a complexidade das questões de identidade no Brasil atual.

Atlas da imigração internacional de São Paulo: 1850-1950

Autores: Maria Silvia C. Beozzo Bassanezi, Carlos de Almeida Prado Bacellar, Oswaldo Mário Serra Truzzi e Ana Silvia Volpi Scott | 144 páginas | R$ 172,00

A publicação deste pioneiro Atlas da Imigração Internacional em São Paulo, 1850-1950, coloca nas mãos dos pesquisadores do tema uma ferramenta de trabalho de grande importância. Historiadores, antropólogos, sociólogos, geógrafos, demógrafos, economistas nele encontrarão um amplo mapeamento do cenário populacional paulista a partir da proibição do tráfico negreiro e do começo do fim da escravidão, em 1850. Particularmente, os dados sobre a imigração estrangeira e a distribuição espacial dos imigrantes definem um panorama muito expressivo de uma mudança demográfica, que foi também mudança social, cultural, econômica e política.

Repertório de legislação brasileira e paulista referente à imigração

Autores: Maria Silvia C. Beozzo, Ana Silvia Volpi Scott, Carlos de Almeida Prado Bacellar, Oswaldo Mário Serra Truzzi e Marina Gouvêa | 136 páginas | R$ 52,00

Este repertório surgiu da constatação de que a legislação referente à imigração não se encontrava sistematizada e facilmente disponível aos pesquisadores interessados no estudo da imigração internacional no Estado de São Paulo no período de 1850 a 1950.

Roteiro de fontes sobre a imigração em São Paulo: 1850-1950

Autores: Maria Silvia C. Beozzo, Ana Silvia Volpi Scott, Carlos de Almeida Prado Bacellar, Oswaldo Mário Serra Truzzi | 320 páginas | R$ 64,00

Este livro procura identificar o mais profundamente possível a documentação relativa às várias etapas do processo migratório. Tarefa quase sempre bastante difícil, uma vez que os instrumentos de pesquisa disponíveis nas diversas instituições visitadas são, via de regra, incompletos, desatualizados e imprecisos. Se alguns conjuntos documentais eram visivelmente relacionados ao tema, outros, no entanto, foram objeto de intensa consulta, com o fim de detectar seu interesse para a questão da imigração. Isso significou, portanto, que foi preciso requisitar e consultar uma enorme quantidade de caixas e volumes de documentação, que foram minuciosamente avaliados pela equipe do projeto. Apontamos para a existência de acervos que, de maneira geral, jamais se consultou de modo exaustivo, em busca do imigrante. É o caso, de todos os registros eleitorais da República Velha, através do qual se permite vislumbrar, de maneira bastante instigante, o processo de inserção social do imigrante na comunidade onde veio a residir.

Dô – Caminho da arte

Organizadores: Cecília Kimie Jo Shioda, Eunice Vaz Yoshiura e Neide Hissae Nagae | 184 páginas | Download gratuito

O Brasil é o país que recebeu o maior número de imigrantes japoneses do mundo. Atualmente residem no país cerca de 1,5 milhão de nipo-brasileiros que estabelecem inter-relações culturais que já duram mais de um século. Assim, a inclusão do olhar brasileiro na arte e na cultura japonesas ou do olhar japonês na arte e na cultura brasileiras proporciona um rico cruzamento de visões e procedimentos distintos, extremamente originais e desconhecidos até então em outros lugares.

É essa perspectiva que se apresenta neste livro, cujos textos assinalam, em solo brasileiro, a trajetória da música okinawana, a formação de alguns grupos de haikai, as experiências brasileiras de teatro e dança no cruzamento com as estéticas japonesas, os significados do shodô (caligrafia japonesa), a relação entre arte e religião, as artes da terra de origem e os conhecimentos de arte budista e das estéticas provenientes da literatura japonesa.

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