Dieta japonesa ou mediterrânea: qual é a melhor para a saúde?

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Dieta japonesa ou mediterrânea: qual é a melhor para a saúde?

Na busca por uma alimentação saudável e pouco calórica, é fácil se perder em um sem fim de opções. Tradicional, a dieta mediterrânea é a queridinha dos médicos e pesquisadores e está sempre entre as mais recomendadas para controlar o colesterol, o peso e evitar doenças cardiovasculares. Por outro lado, um regime ainda pouco estudado apesar de estar relacionado a uma população conhecida por viver muito é o japonês.

De acordo com um artigo publicado na plataforma de divulgação científica The Conversation pela doutora em nutrição e professora da Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, na Espanha, Cristina Ruano Rodrigues, a cultura de cada país deve ser levada em conta para as análises.

“As dietas devem ser entendidas não apenas como um conjunto de alimentos, mas também como modelos culturais, saudáveis ??e ecologicamente corretos, passados ??de geração em geração ao longo dos séculos. Não é de surpreender que ambas as populações estejam entre as mais longevas do mundo e, além de viverem mais, vivem melhor”, escreve a professora.

Mediterrânea x japonesa

A dieta mediterrânea é conhecida internacionalmente por ser uma das opções mais saudáveis para garantir uma vida longa. Em acordo com a pirâmide nutricional recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o regime aposta em carboidratos de absorção lenta, proteínas e gorduras insaturadas distribuídas em três refeições diárias. Come-se, por exemplo, muitos legumes e verduras, azeite extra virgem e peixe. Laticínios, ovos e café também fazem parte da dieta.

No Japão, a dieta comum, em contrapartida, aposta em várias pequenas refeições ao longo do dia, com poucas repetições de alimentos – chega-se a ingerir 30 comidas diferentes em apenas 24h. Os japoneses apostam em algas, derivados de soja e chá verde, além de temperos fermentados, e evitam o açúcar. Os alimentos são cozidos no vapor ou fervidos, eliminando também frituras do cardápio.

Os dois regimes dão preferência para verduras, legumes e frutas típicas de cada região, e incentivam compras de pequenos produtores para conservar o meio ambiente e fortalecer a economia.

Para Cristina, apesar de a dieta mediterrânea ser mais famosa e fácil de adotar, já que aposta em alimentos mais populares, a versão japonesa também é interessante e precisa ser melhor estudada. Ela defende que, no fim das contas, a preocupação deve ser comer bem: cada vez mais evidências mostram o impacto da alimentação na prevenção de doenças crônicas como obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer.

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