Shinkansen, supergrupo brasileiro para japonês ver

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Shinkansen, supergrupo brasileiro para japonês ver

Shinkansen ou Trem Bala, é da superbanda brasileira para japonês ver, e o segundo disco aterrissando nas plataforma de música para streaming. Marcos Suzano, Liminha, Toninho Horta e Jaques Morelenbaum são integrantes, cada qual com história diferente, sobretudo Liminha que sempre esteve mais ligado ao rock and roll, desde os Baobás de 1966.

Suzano é percursionista de carreira requisitado, tanto quanto o celista Morelenbaum. Toninho Horta figura no primeiro time da guitarra mundial. “Com essa formação, esteticamente diferente, com guitarra, baixo, cello, percussão acústica e eletrônica não buscamos nenhuma referência. Não conheço nenhum grupo parecido. Marcos Suzano com suas experimentações trouxe coisas muito interessantes sonoramente. Como viemos de vertentes diferentes e todos somos compositores, o resultado ficou eclético na medida certa”, o comentário é de Liminha, que é o baixista do grupo. Aliás, ele indiretamente é o responsável pela criação do Shinkansen.

A intenção de Suzano, Horta Morelenbaum era levar Liminha ao Japão, onde os três costumam tocar há anos, e onde Liminha nunca tinha ido. Uma história que começou uma década atrás quando os quatro decidiram formar a banda para viajarem ao Japão. Tocaram apenas no Brasil, no Rio Jazz Festival e numa casa de shows. Depois disto ninguém teve espaço em agenda para a empreitada japonesa.

Em 2016, Liminha foi para Califórnia e lá para o Japão assistir ao festival de Montreux, que tem uma edição nipônica. Inspirado pela viagem, ele convocou a trinca de amigos para retomarem o projeto. A agenda fez com que o processo levasse tempo, e só agora o disco sai do forno. Como se não bastante o talento dos quatro acrescentaram participações bem especiais, de Branford Marsalis (soprano), Ryuichi Sakamoto (piano) e Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn).

O resultado deste ninho de cobras criadas é um repertório com doze temas, difícil de catalogar em algum estilo de jazz. Sabe-se ser jazz porque as composições são abertas a improvisações. Deve agradar os japoneses, pela forte gama de ritmos brasileiros ao longo do disco, colorido brilhantemente pela percussão de Marcos Suzano. Poderia ser brodagem jazz, quatro amigos que se reuniram para curtir um som, e aqui tem de tudo, do jazz fusion, a samba jazz, baião das faixas mais contagiantes, Crazy Ragga Combination, com Funk is in the Dirt Thing of the Strings grande tema do álbum (com destaque para o baixo à Jacó Pastorius de Liminha). Torçamos para que o Trem Bala viaje Brasil, quando o corona vírus permitir.

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