Guerra levou Japão a abrir mão de sediar Olimpíada de 1940

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Guerra levou Japão a abrir mão de sediar Olimpíada de 1940

Não é a primeira vez que os japoneses veem seus esforços para sediar os Jogos Olímpicos alterados. Além do adiamento da Olimpíada de Tóquio de 2020 para 2021; em 1938, devido à guerra contra a China, o governo japonês abdicou do direito de sediar a Olimpíada de 1940. Em setembro de 1939, com a invasão nazista da Polônia e o início da Segunda Guerra Mundial, a competição acabou cancelada. Apenas em 1964, o Japão realizou o sonho de sediar os Jogos.

Nações já viram os Jogos serem suspensos por conflitos que tomaram o globo, como a Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial. Também viram, em choque, atentados terroristas serem cometidos durante a competição esportiva criada para celebrar os laços entre diferentes povos, como foi o caso dos Jogos de Munique, na Alemanha em 1972, e nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos em 1996. Relembre, através das páginas do Estado Acervo, alguns desses eventos.

O Estado de S.Paulo - 05/8/1914Clique aqui para ver mais 
Acervo/Estado

Primeira Guerra Mundial. Um evento para deixar sua marca na história, os Jogos Olímpicos de 1916 organizados pelo Império Alemão, deveriam acontecer no Deutsches Stadion, em Berlim. Com uma estrutura multi-esportiva e capacidade para 30 mil espectadores, o Estádio Alemão foi inaugurado em junho de 1913, um ano antes do início da Primeira Guerra Mundial. Devido ao conflito, os Jogos foram cancelados. Antes das batalhas recrudescerem, as entidades esportivas acreditavam que os combates terminariam perto do Natal de 1914 e o evento poderia ser retomado. Em 1915, o estádio foi transformado em hospital de campanha, para atender soldados feridos. A Primeira Guerra Mundial chegou ao final com a assinatura do armistício de novembro de 1918. Mais de 9 milhões de soldados morreram no confronto que envolveu países dos 5 continentes.

O Estado de S.Paulo - 09/6/1913Clique aqui para ver mais  
Acervo/Estado – 09/06/1913

Segunda Guerra Mundial. A Olimpíada de 1940 deveria levar pela primeira vez os Jogos Olímpicos ao Oriente. A honra foi alcançada pelas cidades japonesas de Sapporo (Jogos de Inverno) e Tóquio (Jogos de Verão) em 1936, após o Japão derrotar países ocidentais na disputa para sediar a competição. Em 1937, a guerra entre Japão e China eclodiu e os japoneses abdicaram do direito de sediar os Jogos. O evento foi, então, transferido para Helsinque, na Finândia, mas também não foi realizado. O início da Segunda Guerra Mundial, com a invasão nazista da Polônia em setembro de 1939, levou ao cancelamento total dos Jogos. A Olimpíada de 1944 também não ocorreu, por causa da guerra, que chegou ao fim em 1945.

O Estado de S.Paulo - 17/7/1938Clique aqui para ver mais
Acervo/Estado – 17/7/1938

O Estado de S.Paulo - 01/9/1939
Acervo/Estado – 01/9/1939

Terror em Munique. O terror cobriu de luto pela primeira vez a história contemporânea do esporte durante os Jogos de Munique, na Alemanha. Na madrugada de 5 de setembro de 1972, oito terroristas do grupo Setembro Negro, uma dissidência da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), invadiu a Vila Olímpica e fez membros da delegação de Israel de reféns. A ação terminou com a morte brutal de 11 atletas israelenses e três terroristas. O atentado, quase levou ao cancelou dos Jogos.

O Estado de S.Paulo- 06/9/1972Clique aqui para ver mais 
Acervo/Estado – 06/9/1972

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Acervo/Estado – 06/9/1972

Bomba em Atlanta. Em 27 de julho de 1996, durante os Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos, uma bomba explodiu no Centennial Olympic Park, a poucos metros da vila olímpica. A explosão matou 2 pessoas e feriu 112 e levando novamente ao evento um sentimento de insegurana e vulnerabilidade.

 

O Estado de S.Paulo- 28/7/1996Clique aqui para ver mais 
Acervo/Estado – 28/7/1996

Na edição de 28 de julho de 1996, o Estadão abriu a cobertura do atentado com o título Terror chega a Atlanta. O correspondente em Washington, Paulo Sotero, narrou como uma bomba caseira havia explodido no Parque Olímpico, local símbolo da Olimpíada americana daquele ano. O Estadão relatou o esforço conjunto dos funcionários dos serviços de emergência da Olimpíada, que tiveram de usar até carrinhos de golfe para atender os feridos. A cena do local da explosão foi descrita pela chefe do Corpo de Bombeiros de Atlanta: via-se de tudo, desde joelhos esmagados até corpos cheios de estilhaços.

O Estado de S.Paulo- 29/7/1996Clique aqui para ver mais
Acervo/Estado – 29/7/1996

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