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Voto para soltar assassino de Mariele Franco envergonha eleitor de Pollon no MS, diz Tabosa

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O vereador Marcos Tabosa (PP) usou a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande na sessão desta quinta-feira, dia 11, para concordar com as falas do vereador Tiago Vargas (PP) de que o eleitor de Mato Grosso do Sul que votou no deputado Marcos Pollon (PL) na eleição passada estaria envergonhado em ver seu parlamentar votando pela soltura do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) pelo assassinato da vereadora Mariele Franco e do seu motorista Anderson Gomes em março de 2018 no Rio de Janeiro.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados manteve, por 39 votos a 25, a prisão preventiva do deputado federal Chiquinho Brazão, suspeito de mandar matar a vereadora Marielle Franco. Marcos Pollon (PL) votou pela soltura de Brazão, o único deputado federal de Mato Grosso do Sul a ser favorável à liberdade do colega que está preso desde o dia 27 de março na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

Pollon acompanhou o posicionamento do PL contra o parecer do deputado Darci de Matos (PSD-SC), pela manutenção da prisão. Toda a bancada presente do PL, formada por 13 parlamentares defenderam a soltura do investigado. Deputados do União Brasil, Republicanos, Podemos e PDR também votaram contra a prisão.

O parecer de Darci de Matos concorda com a tese do STF (Supremo Tribunal Federal) de que a prisão era necessária por atos de obstrução à justiça. Após passar pela CCJ, o parecer ainda passa pela Comissão de Cidadania e em seguida segue para Plenário. Para revogar a prisão preventiva, são necessários os votos da maioria absoluta da Câmara (257 votos).

Brazão foi preso no último dia 23 suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista Anderson Gomes. Na época, Brazão era vereador na capital fluminense.

Marcos Pollon (PL) foi o deputado federal mais votado por Mato Grosso do Sul nas eleições de 2022. Advogado por formação, é amigo íntimo da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pró-armas e defende várias bandeiras correlacionadas ao bolsonarismo. Foi o único a receber mais de 100 mil votos no pleito à uma vaga para a Câmara por Mato Grosso do Sul.

O vereador Tabosa solidarizou-se com o Thiago Vargas na sua dor pelo comportamento negacionista do deputado Pollon que foi eleito com sua ajuda e representava os sonhos e os princípios da direta conservadora deste país, mas que optou por defender um colega de partido que cometeu um crime que chocou todo o Brasil pelo planejamento e requinte como foi executado. Além de ordenar a morte de uma vereadora eleita, negra, os irmãos Brazão atuaram para dificultar as investigações, envolvendo e corrompendo parte da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Para o vereador Marcos Tabosa, que respeita os princípios defendidos pela direita conservadora na luta por um sistema de governo progressista, atitudes como a defendida pelo deputado Pollon deve ser rejeitada por não se enquadrar neste modelo de sociedade do século XXI.

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