SHINOSUKE UWANO: O HOMEM QUE FOI À GUERRA E DESAPARECEU POR 63 ANOS

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SHINOSUKE UWANO: O HOMEM QUE FOI À GUERRA E DESAPARECEU POR 63 ANOS

A história dos prisioneiros japoneses de guerra é regada de hostilidades e atrocidades, pois milhares foram abandonados na Rússia e na China, após a Segunda Guerra Mundial. É o caso de Ishinosuke Uwano, sobrevivente japonês do Holocausto.

Segunda Guerra Mundial

Em 1943, ainda na adolescência, Ishinosuke Uwano foi convocado pelo Exército Imperial para lutar na guerra. Posteriormente, foi enviado ao Extremo Oriente russo, onde terminou a guerra na ilha Sakhalin, na época ocupada por tropas soviéticas. Mais tarde mudou-se para a Ucrânia, onde casou-se com uma moradora local e teve três filhos.

Sua última aparição foi feita em 1958 e por anos a família de Uwano viveu aflita com o seu desaparecimento, chegando acreditar que ele havia sido morto durante o confronto. Pouco se sabe como o combatente chegou à Ucrânia, mas lá ele perdeu a esperança de um dia retornar para o seu país de origem.

No Japão a questão dos veteranos de guerra tem grande valor emocional, pois milhares de homens deixaram o país e partiram em direção a guerra. Muitos foram feitos de prisioneiros na Rússia e na China, onde foram obrigados a trabalhar em campos de trabalho escravo. Até 2006, ele era um dos 200 veteranos japoneses que teriam sobrevivido em dos países da antiga União Soviética.

Retorno ao Japão

A família já havia perdido as esperanças e tirado o nome do familiar do registro de desaparecidos. No entanto, após 63 anos sem contato com a família e amigos, em 2006, Uwano, na época com 83 anos, procurou a embaixada japonesa na Ucrânia a fim de encontrar seus entes queridos.

Para o governo japonês, ele havia sido dado como morto, até que a embaixada entrou em contato com a família do veterano de guerra. O porta-voz responsável por realocar soldados desaparecidos no exterior, na época, disse em uma coletiva que não sabia o motivo pelo o qual Uwano demorou tanto tempo para se apresentar.

Acompanhado de seu filho mais velho, Anatoly, o antigo combatente reencontrou sua família em abril de 2006 e visitou a túmulo de seus pais. Durante 60 anos, o veterano não falou em japonês e quando retornou lembrava-se pouco da sua vida no Japão antes da guerra.

Entretanto, em entrevista à TV russa, Uwano disse que uma de suas memórias mais marcantes são os cheiros das flores de cerejeira, que possuem um grande valor símbolo na cultura japonesa.

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